Deputado condena pesquisas com células-tronco
Pesquisas científicas mas com critérios
O projeto de lei de Biosegurança, aprovado pelo Senado, regulamenta a pesquisa, o cultivo e a comer cialização das células-tronco, visando estabelecer pro teção à saúde humana, animal e vegetal, em particular a manipulação de embriões.
Defendemos os estudos que utilizam células-troco não embrionárias, extraídas com ética e segurança do sangue do cordão umbilical, medula óssea, células do cérebro e gordura que, aliás, já são realizados.
A manipulação de embriões é uma técnica inacei tável, pois violenta o respeito à vida humana. Uma vez fecundado o óvulo, não restam dúvidas de que já se formou um novo ser, que por isso mesmo não pode ser destruído por nenhuma pessoa ou instituição. Consideramos muito importante que a legislação seja bem clara e objetiva no trato desse assunto, pois o vazio legal poderá ser utilizado por cientistas ines crupulosos.
O cientista Robert Oppenheimer, um dos pais da bomba atômica, reagiu com uma frase emblemática ao resultado da primeira explosão nuclear: “Eu me transformei num destruidor de mundos”. Certamente ninguém deseja que as pesquisas biológicas tornem possíveis novas “destruições de mundos” .
As pesquisas das células-tronco são de grande importância para a recomposição de tecidos danifi cados por doenças como câncer, mal de Alzheimer, mal de Parkson, doenças cardíacas e lesões na coluna. Esperamos que as pesquisas com as células-tronco se desenvolvam para a melhoria de cada indivíduo. Esperamos, ainda, que a agilidade delas caminhe junto com a agilidade das decisões legislativas, colocando o Brasil, ao lado da França, como pioneiro das pesquisas com células-tronco.
Neste sentido, reiteramos nosso apoio ao Governo no que diz respeito ao incentivo que será dado ao desenvolvimento científico e tecnológico do país, a partir do uso de células-troco de organismos adul tos. Temos certeza de que serão mantidas as devi das restrições à manipulação respeitando a vida .
Édino Fonseca – deputado estadual